Porsche vende 16% menos em 2026, mas 911 cresce 12%
Marca entregou 178.532 carros de janeiro a setembro; Cayenne segue líder, Cayenne elétrico já soma 7 mil unidades e China despenca 33%

A Porsche entregou 178.532 carros no mundo entre janeiro e setembro de 2026, 16% a menos que no mesmo período de 2025 (212.509). A queda é a mesma registrada no primeiro semestre. A boa notícia para a marca vem do 911, que cresceu 12%, com 42.217 unidades.
A Porsche diz que vai manter a estratégia de "valor acima de volume": em vez de buscar vender mais a qualquer custo, quer equilibrar oferta e demanda e vender versões mais caras e exclusivas. O plano faz parte da estratégia "Sportwagenschmiede ’35", apresentada nesta semana.
Entregas por modelo
| Modelo | Jan-set 2026 | Variação |
|---|---|---|
| Cayenne | 59.586 | -2% |
| Macan | 51.025 | -21% |
| 911 | 42.217 | +12% |
| Panamera | 13.714 | -35% |
| Taycan | 8.699 | -31% |
| 718 Boxster e Cayman | 3.291 | -79% |
| Total | 178.532 | -16% |
- Cayenne: continua o Porsche mais vendido, quase estável. O Cayenne elétrico, que começou a ser entregue no meio do ano, já soma 7.002 unidades.
- Macan: das 51.025 unidades, 23.029 são elétricas e 27.996 a combustão. O Macan a gasolina saiu de produção no meio de 2026.
- 911: é o destaque. Segundo a marca, as versões mais caras, GTS, Turbo e GT, tiveram participação alta nas vendas.
- 718: a queda de 79% era esperada, já que a produção do Boxster e do Cayman a combustão terminou em outubro de 2025. A versão elétrica só deve ajudar nas vendas a partir de 2028.
- Panamera e Taycan: caíram 35% e 31%.
"Nossos clientes estão escolhendo de propósito as versões mais exclusivas e emocionantes dos nossos esportivos", disse Matthias Becker, diretor de Vendas e Marketing da Porsche.
Entregas por região
| Região | Jan-set 2026 | Variação |
|---|---|---|
| América do Norte | 56.088 | -13% |
| Europa (sem Alemanha) | 44.949 | -11% |
| Mercados internacionais e emergentes | 35.048 | -19% |
| China | 21.493 | -33% |
| Alemanha | 20.954 | -7% |
A América do Norte segue como o maior mercado da Porsche. Segundo a marca, a queda ali se deve ao fim do 718 e à base de comparação alta do Macan elétrico, que vendeu muito em 2025. Nos mercados internacionais e emergentes, grupo que inclui o Brasil, a queda de 19% foi causada em parte pela falta do 718 e do Macan a combustão.
O pior resultado veio da China: foram 21.493 carros, contra 32.195 um ano antes. A Porsche diz que o mercado chinês "continua difícil" e que prefere proteger a marca a longo prazo a buscar volume agora.
A empresa não divulgou nova meta de entregas para o fechamento de 2026.
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