Mercado

Tráfego nas rodovias de São Paulo cresce 5,1% em 2026, aponta levantamento

Movimento de veículos leves subiu 5,2% e o de pesados, 4,1%, de janeiro a setembro; em setembro, fluxo ficou estável em relação a agosto

Por Guilherme Pires3 min de leitura
Evolução do tráfego nas rodovias paulistas desde 2020: veículos pesados (azul) estão 45,9% acima do nível de janeiro de 2020.
Evolução do tráfego nas rodovias paulistas desde 2020: veículos pesados (azul) estão 45,9% acima do nível de janeiro de 2020. (Foto: Reprodução/Monitor de Tráfego nas Rodovias Veloe-Fipe)

O tráfego nas rodovias de São Paulo cresceu 5,1% entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Subiu o movimento de veículos leves (+5,2%) e de pesados (+4,1%), segundo o Monitor de Tráfego nas Rodovias, da Veloe com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Em setembro, o fluxo total foi 5,0% maior que o de setembro de 2025. Na comparação com agosto, ficou praticamente igual (-0,02%, já descontados os efeitos de cada época do ano). Os leves subiram 0,2% no mês, e os pesados caíram 1,3%.

Os números

Índice Set/26 x Ago/26 Set/26 x Set/25 Acumulado no ano Em 12 meses
Total -0,02% +5,0% +5,1% +4,9%
Veículos leves +0,2% +5,6% +5,2% +5,0%
Veículos pesados -1,3% +1,5% +4,1% +4,4%

"Setembro foi praticamente estável na margem, enquanto os números acumulados seguem positivos. Tanto os veículos leves quanto os pesados estão acima dos níveis registrados no mesmo período do ano passado", diz Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe.

O índice usa janeiro de 2020 como base 100. Em setembro de 2026, o tráfego total estava em 108,2, os leves em 103,8 e os pesados em 145,9, ou seja, o movimento de caminhões e ônibus nas rodovias paulistas é quase 46% maior que antes da pandemia.

Quadro com os resultados de setembro de 2026 do tráfego nas rodovias paulistas Resultados de setembro e série histórica desde 2020 (Imagem: Reprodução/Veloe-Fipe)

Emprego e porto ajudam a explicar

O levantamento liga o aumento dos veículos leves ao mercado de trabalho: segundo o Novo Caged, São Paulo abriu cerca de 42,5 mil vagas formais em agosto e mais de 306 mil no ano.

Nos pesados, os sinais são mistos. O Porto de Santos bateu recorde em agosto, com 538,2 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), e a movimentação total cresce 3,1% no ano. Mas a tonelagem de agosto ficou um pouco abaixo da de agosto de 2025. Para Fontes, o tráfego de caminhões depende de vários fatores, e variações de um único mês devem ser vistas com cautela.

São Paulo tem 36 milhões de veículos

O estudo também traz dados da frota paulista, com base na Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Em agosto de 2026, eram 36.072.610 veículos, ou 27,2% da frota do país. A frota cresceu 0,3% no mês, 2,1% no ano e 3,0% em 12 meses.

A idade média é de 19,4 anos, e 37,8% dos veículos têm mais de 20 anos. Só 15,8% têm até cinco anos.

Tipo de veículo Participação
Automóvel 58,3%
Motocicleta 17,0%
Caminhonete 6,5%
Camioneta 5,2%
Motoneta 4,1%
Caminhão 2,1%
Outros 6,7%
Combustível Participação
Flex (gasolina e etanol) 42,8%
Gasolina 41,2%
Diesel 6,4%
Etanol 5,1%
GNV 0,8%
Elétrico/híbrido 0,8%
Outros 2,9%

Ou seja, apesar do crescimento das vendas de elétricos e híbridos, eles ainda são menos de 1% dos veículos em circulação no estado.

Quadro com as características da frota de veículos de São Paulo em agosto de 2026 Frota paulista por tipo, combustível e idade, em agosto de 2026 (Imagem: Reprodução/Veloe-Fipe)

Segundo Fontes, o tamanho e a idade da frota mantêm em evidência temas como manutenção, abastecimento e custo de uso dos veículos.

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