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Caminhões a gás e biometano ainda representam 0,1% da frota pesada no Brasil

Mais de 2.500 caminhões a gás natural e biometano já circulam no país, enquanto transportadoras buscam alternativas ao diesel e planejam a renovação gradual das frotas

Por Guilherme Pires3 min de leitura
IVECO S-Way movido a gás natural e biometano, com os cilindros de combustível montados no chassi.
IVECO S-Way movido a gás natural e biometano, com os cilindros de combustível montados no chassi. (Foto: Divulgação/IVECO)

O Brasil já conta com mais de 2.500 caminhões movidos a gás natural e biometano em circulação, segundo dados do GNPW Group. Embora o número represente uma parcela ainda pequena da frota nacional de caminhões pesados, a tecnologia começa a avançar, acompanhando a busca do setor de transporte por alternativas ao diesel e por soluções ligadas à descarbonização.

Considerando a estimativa de 2,24 milhões de caminhões pesados no país, apontada pelo Sindipeças, os veículos a gás natural e biometano correspondem a aproximadamente 0,1% dessa frota.

O crescimento da tecnologia ocorre em paralelo à ampliação da infraestrutura de abastecimento e ao desenvolvimento de corredores logísticos voltados ao transporte pesado. Esses fatores são considerados importantes para viabilizar o uso dos caminhões em operações de maior distância.

Caminhão IVECO S-Way a gás com baú, parado em um pátio, com os cilindros amarelos de gás no chassi Caminhões a gás e biometano começam a ganhar espaço no transporte rodoviário de cargas (Foto: Divulgação/IVECO)

Renovação da frota exige planejamento

Para as transportadoras, a adoção de uma nova tecnologia não depende apenas da disponibilidade dos veículos. A renovação da frota envolve investimentos elevados e precisa considerar a capacidade de geração de receita da operação.

Nesse contexto, o planejamento financeiro pode ser usado para programar a substituição gradual dos caminhões convencionais por modelos movidos a gás natural ou biometano.

Uma das alternativas citadas nesse processo é o consórcio, que permite programar a aquisição do veículo por meio de parcelas mensais. Após a contemplação, realizada por sorteio ou lance, o participante tem acesso ao crédito para adquirir o bem, conforme as condições previstas no contrato.

Diferentemente do financiamento tradicional, o consórcio não cobra juros sobre o crédito contratado, mas tem taxa de administração e demais encargos previstos em contrato.

Painel de abastecimento de gás de um caminhão IVECO, com manômetro e válvulas Painel de abastecimento do caminhão a gás: expansão da rede de postos é um dos fatores para ampliar o uso da tecnologia (Foto: Divulgação/IVECO)

Transição pode ser feita de forma gradual

Para empresas interessadas em incorporar caminhões a gás e biometano, uma estratégia possível é começar a substituição por uma parte da frota e priorizar operações em que as características dos veículos sejam compatíveis com as rotas utilizadas.

A partir dos resultados obtidos, a transportadora pode avaliar a ampliação da participação desses veículos na frota.

A lógica também permite transformar a renovação em uma meta de médio ou longo prazo, em vez de esperar que a necessidade de substituição apareça para só então buscar os recursos necessários.

Mauro Andrade, gerente comercial do Consórcio IVECO, de braços cruzados em um escritório Mauro Andrade, gerente comercial do Consórcio IVECO (Foto: Divulgação/Consórcio IVECO)

Segundo Mauro Andrade, gerente comercial do Consórcio IVECO, administrado pela Ademicon, o planejamento financeiro pode ajudar transportadoras a transformar a intenção de adotar caminhões a gás e biometano em um projeto de aquisição programada.

“Planejar hoje pode ser o primeiro passo para acelerar a frota do amanhã”, resume o executivo.

A expansão desse tipo de veículo, porém, depende de fatores que vão além da forma de aquisição, como disponibilidade de infraestrutura, características das rotas, autonomia, oferta de veículos e viabilidade econômica de cada operação.

Ficha rápida

Indicador Dado informado
Caminhões a gás natural e biometano em circulação Mais de 2.500
Frota nacional de caminhões pesados 2,24 milhões
Participação estimada Cerca de 0,1%
Fontes dos dados GNPW Group e Sindipeças

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