Free Flow exige novo controle de pedágios por empresas com frotas
Pedágio Eletrônico passa a oferecer recarga de carteira digital por boleto bancário, além de Pix e cartão, para integrar despesas com pedágios à rotina financeira das empresas

A expansão do Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, exige que transportadoras e empresas com frotas reforcem o controle das passagens, dos valores cobrados e dos prazos de pagamento. Como as tarifas podem ser pagas depois da passagem pelos pórticos, acompanhar os registros de cada veículo passa a fazer parte da rotina operacional e financeira.
Nesse cenário, a plataforma Pedágio Eletrônico passou a oferecer recarga de sua carteira digital por boleto bancário, além de Pix e cartão. A modalidade permite que as empresas incluam o abastecimento do saldo destinado aos pedágios nos processos habituais de contas a pagar, aprovação de despesas e conciliação financeira.
Segundo levantamento da própria plataforma, há 73 pórticos de Free Flow mapeados no Brasil. O número se refere ao levantamento do serviço e não necessariamente ao total de estruturas em operação no país.
Free Flow amplia a necessidade de controle financeiro
Diferentemente das praças convencionais, nas quais o motorista paga a tarifa na passagem, o Free Flow usa pórticos com câmeras e sensores que identificam os veículos e registram a cobrança sem necessidade de parada.
Para empresas que operam com vários motoristas e percorrem diferentes rodovias, esse modelo exige acompanhamento das passagens por placa, identificação das concessionárias responsáveis e verificação de eventuais pagamentos pendentes.
Sem um processo centralizado, as despesas de diferentes veículos podem ficar dispersas entre comprovantes, cartões corporativos e transferências individuais, o que dificulta a conciliação dos gastos com as viagens realizadas.
Boleto bancário entra na rotina de contas a pagar
A nova modalidade de recarga busca aproximar a gestão dos pedágios dos procedimentos já usados pelos departamentos financeiros. Com o boleto, a empresa pode programar o abastecimento da carteira digital da mesma forma que paga fornecedores e outras despesas operacionais.
"Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos", afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.
Segundo a empresa, o saldo da carteira digital pode ser usado para pagar passagens de placas cadastradas nas rodovias integradas à plataforma. A cobertura, no entanto, não abrange necessariamente todos os pórticos do país. Antes de adotar a solução, é preciso verificar quais rodovias e concessionárias estão integradas ao serviço.
Prazo de pagamento exige planejamento
A recarga antecipada pode simplificar a organização dos recursos, mas depende de planejamento do fluxo de caixa. No caso do boleto, o saldo só fica disponível após a compensação bancária, intervalo que deve ser considerado para evitar falta de recursos para o pagamento das tarifas.
Também é importante distinguir o abastecimento da carteira do pagamento efetivo de cada passagem. A empresa precisa verificar se a cobrança foi processada e quitada, além de acompanhar eventuais pendências.
O não pagamento dentro do prazo pode gerar multa e outras consequências administrativas. Por isso, gestores de frota devem acompanhar as regras de cada rodovia e manter registros atualizados das passagens e dos pagamentos.
Uma rotina de controle pode relacionar:
- placa do veículo;
- trajeto e concessionária;
- valor da tarifa;
- data da passagem;
- situação do pagamento.
A conciliação periódica desses registros com os extratos financeiros também ajuda a identificar cobranças pendentes e divergências.
Expansão do modelo
Com o avanço do Free Flow pelas rodovias brasileiras, o desafio para as empresas não se limita à escolha de um meio de pagamento. O acompanhamento das passagens, a previsão de recursos e a conferência dos valores cobrados também passam a fazer parte da gestão financeira das operações de transporte.
A plataforma oferece consulta e pagamento de passagens por placa nas rodovias integradas ao serviço. Mais informações estão no site do Pedágio Eletrônico.
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