Mercado

Free Flow exige novo controle de pedágios por empresas com frotas

Pedágio Eletrônico passa a oferecer recarga de carteira digital por boleto bancário, além de Pix e cartão, para integrar despesas com pedágios à rotina financeira das empresas

Por Guilherme Pires3 min de leitura
Pórtico de Free Flow em rodovia do Paraná: cobrança é feita sem cancela e pode ser paga depois da passagem.
Pórtico de Free Flow em rodovia do Paraná: cobrança é feita sem cancela e pode ser paga depois da passagem. (Foto: Divulgação/ANTT)

A expansão do Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, exige que transportadoras e empresas com frotas reforcem o controle das passagens, dos valores cobrados e dos prazos de pagamento. Como as tarifas podem ser pagas depois da passagem pelos pórticos, acompanhar os registros de cada veículo passa a fazer parte da rotina operacional e financeira.

Nesse cenário, a plataforma Pedágio Eletrônico passou a oferecer recarga de sua carteira digital por boleto bancário, além de Pix e cartão. A modalidade permite que as empresas incluam o abastecimento do saldo destinado aos pedágios nos processos habituais de contas a pagar, aprovação de despesas e conciliação financeira.

Segundo levantamento da própria plataforma, há 73 pórticos de Free Flow mapeados no Brasil. O número se refere ao levantamento do serviço e não necessariamente ao total de estruturas em operação no país.

Free Flow amplia a necessidade de controle financeiro

Diferentemente das praças convencionais, nas quais o motorista paga a tarifa na passagem, o Free Flow usa pórticos com câmeras e sensores que identificam os veículos e registram a cobrança sem necessidade de parada.

Para empresas que operam com vários motoristas e percorrem diferentes rodovias, esse modelo exige acompanhamento das passagens por placa, identificação das concessionárias responsáveis e verificação de eventuais pagamentos pendentes.

Sem um processo centralizado, as despesas de diferentes veículos podem ficar dispersas entre comprovantes, cartões corporativos e transferências individuais, o que dificulta a conciliação dos gastos com as viagens realizadas.

Boleto bancário entra na rotina de contas a pagar

A nova modalidade de recarga busca aproximar a gestão dos pedágios dos procedimentos já usados pelos departamentos financeiros. Com o boleto, a empresa pode programar o abastecimento da carteira digital da mesma forma que paga fornecedores e outras despesas operacionais.

"Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos", afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.

Segundo a empresa, o saldo da carteira digital pode ser usado para pagar passagens de placas cadastradas nas rodovias integradas à plataforma. A cobertura, no entanto, não abrange necessariamente todos os pórticos do país. Antes de adotar a solução, é preciso verificar quais rodovias e concessionárias estão integradas ao serviço.

Prazo de pagamento exige planejamento

A recarga antecipada pode simplificar a organização dos recursos, mas depende de planejamento do fluxo de caixa. No caso do boleto, o saldo só fica disponível após a compensação bancária, intervalo que deve ser considerado para evitar falta de recursos para o pagamento das tarifas.

Também é importante distinguir o abastecimento da carteira do pagamento efetivo de cada passagem. A empresa precisa verificar se a cobrança foi processada e quitada, além de acompanhar eventuais pendências.

O não pagamento dentro do prazo pode gerar multa e outras consequências administrativas. Por isso, gestores de frota devem acompanhar as regras de cada rodovia e manter registros atualizados das passagens e dos pagamentos.

Uma rotina de controle pode relacionar:

  • placa do veículo;
  • trajeto e concessionária;
  • valor da tarifa;
  • data da passagem;
  • situação do pagamento.

A conciliação periódica desses registros com os extratos financeiros também ajuda a identificar cobranças pendentes e divergências.

Expansão do modelo

Com o avanço do Free Flow pelas rodovias brasileiras, o desafio para as empresas não se limita à escolha de um meio de pagamento. O acompanhamento das passagens, a previsão de recursos e a conferência dos valores cobrados também passam a fazer parte da gestão financeira das operações de transporte.

A plataforma oferece consulta e pagamento de passagens por placa nas rodovias integradas ao serviço. Mais informações estão no site do Pedágio Eletrônico.

Newsletter

Receba o resumo do dia no seu e-mail

Todo fim de tarde, por volta das 19h, as principais notícias do mundo automotivo em um único e-mail. É de graça e você pode sair quando quiser.

Comentários

O que você achou dessa notícia? Deixe sua opinião.

Seja respeitoso. Comentários com palavrões, ofensas ou links são bloqueados. 0/1000

Carregando comentários…

Leia também