Novo BYD Dolphin Mini cresce e ganha LiDAR na segunda geração
Hatch elétrico terá 4,205 metros, motor de 129 cv e baterias de até 39,2 kWh; nova geração do Seagull foi revelada na China e deve chegar ao Brasil por volta de 2028

A BYD revelou os primeiros esboços oficiais da segunda geração do Seagull, modelo vendido no Brasil como Dolphin Mini. A nova geração cresce significativamente em relação ao hatch atual, ganha uma carroceria mais próxima da de um compacto convencional e incorpora tecnologias de assistência à condução que incluem um sensor LiDAR instalado no teto.
Os esboços foram compartilhados por Zhang Zhuo, gerente-geral da divisão de vendas da linha Ocean da BYD na China. O executivo confirmou que o novo modelo, também chamado de Great Seagull (Da Haiou), será lançado em breve no mercado chinês. Nos últimos dias, o carro também foi flagrado sem disfarces durante a gravação de um comercial.
No Brasil, a expectativa é de que a novidade chegue depois. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, já indicou que a nova geração deverá desembarcar no país por volta de 2028, inicialmente convivendo com o Dolphin Mini atual, que já é produzido na fábrica de Camaçari (BA).
Dolphin Mini fica maior
A principal mudança da nova geração está nas dimensões. O novo Seagull terá 4,205 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos.
Na comparação com o Dolphin Mini vendido atualmente no Brasil, o salto é expressivo. O modelo nacional mede 3,78 m de comprimento, 1,715 m de largura e tem 2,50 m de entre-eixos.
Isso significa que a nova geração acrescenta 42,5 cm ao comprimento, 9,5 cm à largura e 15 cm ao entre-eixos. Com 4,205 m, o novo hatch fica inclusive 8 cm mais comprido que o BYD Dolphin vendido no Brasil (4,125 m), embora o Dolphin mantenha o entre-eixos maior (2,70 m). A mudança reposiciona o modelo dentro da própria gama da marca.
A BYD também fala em um novo layout interno, com cinco lugares — o Seagull atual é homologado para quatro na China — e a promessa de mais espaço para os ocupantes.
Com 4,205 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, a nova geração assume proporções de hatch compacto (Foto: Reprodução/@eletricosdachina)
Visual mais próximo de um hatch compacto
Os esboços mostram uma mudança importante de linguagem visual. O novo Seagull tem faróis com formato de tridente, superfícies laterais mais marcadas, para-lamas alargados e linha de cintura mais baixa.
As rodas de 16 polegadas têm desenho de oito raios, enquanto a traseira recebe lanternas mais finas. A proposta abandona parte da aparência de subcompacto do modelo atual para assumir proporções mais próximas às de um hatch compacto.
A mudança também acompanha o crescimento da carroceria. Em vez de atuar apenas como um elétrico urbano de dimensões reduzidas, o novo Seagull passa a ter espaço para disputar uma faixa mais ampla do mercado.
Unidades do novo Seagull durante a gravação de um comercial na China (Foto: Reprodução/@eletricosdachina)
LiDAR e sistema DiPilot 300
Outra novidade importante está na eletrônica embarcada. O novo BYD Seagull terá um sensor LiDAR no teto, integrado ao sistema de assistência à condução DiPilot 300, também conhecido como "God's Eye B".
Segundo as informações divulgadas na China, o conjunto permitirá recursos de NOA (Navigate On Autopilot) em vias urbanas e rodovias, além de estacionamento automatizado.
O LiDAR utiliza pulsos de laser para identificar objetos e características do ambiente ao redor do veículo. No novo Seagull, o equipamento será combinado aos demais sensores e sistemas eletrônicos do carro para ampliar os recursos de assistência à condução.
Motor de 129 cv e duas baterias
A segunda geração do Seagull também terá aumento de potência. O hatch será equipado com um motor elétrico de 95 kW, equivalente a 129 cv, e velocidade máxima de 150 km/h.
Serão duas opções de bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), fornecidas pela FinDreams, divisão de baterias da própria BYD:
| Versão | Bateria | Autonomia CLTC |
|---|---|---|
| Entrada | 30 kWh | 320 km |
| Superior | 39,2 kWh | 420 km |
Os números de autonomia são baseados no ciclo chinês CLTC e, portanto, não devem ser comparados diretamente com a autonomia homologada no Brasil pelo padrão utilizado localmente.
O ganho é significativo diante do Dolphin Mini atualmente vendido no Brasil, cuja ficha técnica oficial informa bateria Blade LFP de 38 kWh, potência de 75 cv, velocidade máxima de 130 km/h e autonomia de 280 km no padrão PBEV.
Interior ganha nova configuração
Imagens e esboços do interior mostram uma cabine redesenhada, com tela central flutuante, comandos físicos revisados e novo volante. O câmbio continua instalado atrás do volante.
Um dos elementos que chama atenção é a ausência de um quadro de instrumentos convencional dedicado ao motorista. As informações de condução aparecem associadas à tela central elevada, conforme os esboços divulgados pela BYD.
O túnel central também aparece mais pronunciado, enquanto o conjunto do painel adota uma configuração diferente da utilizada no Dolphin Mini atual.
Cabine do novo Seagull com tela central flutuante e console redesenhado (Foto: Reprodução/@eletricosdachina)
Por que a BYD está mudando o Seagull?
A renovação acontece em um momento de maior pressão competitiva no mercado chinês de carros elétricos compactos. De janeiro a agosto de 2026, o Seagull somou 227.251 unidades vendidas na China, queda de 37,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados reunidos pelo site CnEVPost.
No mesmo período, o modelo passou a enfrentar concorrentes mais fortes, como o Geely Xingyuan, vendido no Brasil como Geely EX2.
A mudança de tamanho pode ser justamente uma das respostas da BYD a esse cenário: o novo Seagull deixa de ser apenas um subcompacto elétrico e passa a oferecer dimensões mais próximas às de modelos de segmentos superiores, além de mais tecnologia embarcada.
E o Dolphin Mini brasileiro?
A chegada da nova geração ao Brasil não deve ocorrer imediatamente. O Dolphin Mini atual já é produzido em Camaçari (BA) e continuará tendo papel importante na estratégia nacional da BYD.
A fábrica baiana começou a produzir o modelo em 2025, e a própria BYD confirma que o Dolphin Mini foi o primeiro carro 100% elétrico produzido pela empresa no país. A produção local dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro faz parte da expansão industrial brasileira da marca.
Por isso, caso o cronograma de chegada da nova geração seja mantido para aproximadamente 2028, o país poderá ter uma situação incomum: duas gerações do modelo convivendo durante um período, com o atual Dolphin Mini mantendo a produção nacional enquanto a nova geração ocuparia uma posição diferente na linha.
O que muda na segunda geração do Dolphin Mini?
Em resumo, a nova geração representa uma transformação maior do que uma simples atualização visual. O hatch cresce mais de 40 cm no comprimento, ganha 15 cm de entre-eixos, recebe motor mais potente, passa a oferecer bateria de até 39,2 kWh e incorpora LiDAR ao pacote de assistência à condução.
A BYD ainda não divulgou preço, versões, equipamentos e especificações de recarga para o mercado brasileiro. Também não há, neste momento, confirmação de quais configurações chinesas serão destinadas ao Brasil.
O ponto central é que o novo Dolphin Mini deverá deixar de ser apenas um subcompacto elétrico de entrada. Com 4,205 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, a segunda geração chega a superar em comprimento o próprio Dolphin nacional e abre espaço para uma proposta mais ampla dentro da gama brasileira da BYD.
Ficha técnica preliminar — novo BYD Seagull
| Item | Novo Seagull |
|---|---|
| Comprimento | 4,205 m |
| Largura | 1,81 m |
| Altura | 1,57 m |
| Entre-eixos | 2,65 m |
| Lugares | 5 |
| Motor | Elétrico |
| Potência | 95 kW / 129 cv |
| Velocidade máxima | 150 km/h |
| Bateria | LFP (FinDreams) |
| Capacidades | 30 kWh e 39,2 kWh |
| Autonomia | 320 km e 420 km (CLTC) |
| Assistência à condução | DiPilot 300 / God's Eye B |
| Sensor | LiDAR no teto |
| Mercado chinês | Lançamento previsto para breve |
| Brasil | Expectativa de chegada por volta de 2028 |
| Preço no Brasil | Ainda não divulgado |
| Recarga no Brasil | Ainda não divulgada |
Fontes: BYD, CnEVPost e CarNewsChina.
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